Bienal Internacional de Teatro 2013 – Realidades Incendiárias Organização: PRCEU - USP, TUSP

Lola Arias

Mi Vida Después

Apresentações

15.11, 16.11 e 17.11 TUSP
consulte a programação

País: Argentina
Ano: 2009
Duração : 90 min.
Classificação : 16 anos

Sobre o Grupo

Lola Arias é escritora, diretora, performer e compositora. Colabora com artistas de diferentes disciplinas no teatro, na literatura, na música e em projetos de arte. Em suas produções, brinca com as zonas de sobreposição entre realidade e ficção. Trabalha com atores, não-atores, músicos, dançarinos, crianças, bebês e animais.

Em Striptease (2007), o centro do palco é ocupado por um bebê, enquanto seus pais têm um duelo por telefone. Em El Amor es un Francotirador (2007), os artistas contam histórias de amor reais e fictícias, enquanto uma banda de rock toca ao vivo.

Na música, compõe e toca com Ulises Conti, tendo lançado os álbuns El Amor es un Francotirador (2007) e Los que no Duermen (2011).

Com Stefan Kaegi realizou Chácara Paraíso (2007), envolvendo policiais brasileiros, e Airport Kids (2008), apresentando nômades globais com idades entre 7 e 13 anos. Em 2010-12, fizeram a curadoria do festival de intervenções urbanas Ciudades Paralelas, em Berlim, Buenos Aires, Varsóvia, Zurique, Cingapura e outras cidades.

Teve textos traduzidos para mais de sete idiomas, e suas peças foram representadas em diversos festivais, como o Steirischer Herbst, em Graz; o Festival d’Avignon, In Transit Festival, em Berlim; o We Are Here, em Dublin; Spielart Festival, em Munique; Alkantara Festival, em Lisboa; e Radicals Festival, em Barcelona.

Elenco Liza Casullo, Carla Crespo, Vanina Falco, Pablo Lugones, Mariano Speratti, Moreno Speratti da Cunha e Ismael Speratti da Cunha
Direção e Autoria Lola Arias*
Dramaturgia Sofía Medici
Música Ulises Conti**
Cenografia Ariel Vacaro
Coreografia Luciana Acuña
Vídeo Marcos Medici
Desenho de Luz Gonzalo Córdova
Figurino Jazmín Berakha
Assistente Ariel Zagarese
Consultoria em História Gonzalo Aguilar
Fotografias Lorena Fernández
Produção Técnica e Luz Gustavo Kotik

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* A peça foi escrita com a colaboração dos atores e material original fornecido por eles.
** A música foi composta com a colaboração de Liza Casullo e Lola Arias.

“Quando eu tinha 7 anos de idade, costumava usar as roupas da minha mãe e caminhar ao redor da casa pisando em meu vestido como uma rainha em miniatura. Vinte anos mais tarde, encontro uma calça jeans da minha mãe dos anos 1970 e vejo que ela é do meu tamanho! Eu visto a calça e começo a caminhar em direção ao passado. Em uma avenida, encontro meus pais quando eles eram jovens, e embarcamos todos em um passeio de moto ao redor de Buenos Aires. Meu pai na frente, depois minha mãe, e eu atrás deles, meus braços em volta da cintura dela e o vento batendo em mim com tanta força, como se quisesse apagar a minha cara.”

Em Mi Vida Después, seis atores argentinos nascidos na década de 1970 e início dos anos 1980 reconstroem a juventude de seus pais a partir de fotos, cartas, fitas, roupas, histórias, memórias obscuras. Quem eram os meus pais quando eu nasci? Como era a Argentina quando aprendi a falar? Quantas versões existem sobre o que aconteceu antes de eu nascer ou de quando eu era tão jovem que nem me lembro? Cada ator reconstrói cenas do passado a fim de entender alguma coisa de seu futuro. Como se fossem dublês de seus pais, eles colocam suas roupas e tentam representar suas vidas.

Carla reconstrói as versões conflitantes sobre a morte de seu pai, um sargento no Exército Revolucionário do Povo (erp). Vanina olha para suas fotos de infância tentando entender novamente o que seu pai fazia como oficial de inteligência. Blas coloca a batina do pai para representar sua vida no seminário. Mariano ouve mais uma vez as fitas deixadas por seu pai, que escrevia uma coluna sobre carros e era membro da Juventude Peronista. Pablo revive os dias do pai como funcionário em um banco tomado pelo governo militar. Liza revisita as circunstâncias em que seus pais deixaram a Argentina e foram para o exílio.

Mi Vida Después opera em torno das fronteiras da realidade e da ficção, o encontro de duas gerações, a intersecção da história nacional e das histórias particulares.


“When I was 7 years old, I used to wear my mother’s clothes and walk around the house stepping on my dress like a miniature queen. Twenty years later [...], I meet my parents when they were young and we all go for a motorcycle ride around Buenos Aires.”

In My Life After, six Argentine actors reconstruct their parents’ youth from photos, letters, used clothes and dim memories. By doing so, they try to understand something from their future.

The play’s author and director, Lola Arias, collaborates with artists from different disciplines and produces a work which plays with the overlap zones between reality and fiction.


“Cuando tenía 7 años de edad, solía usar las ropas de mi mamá y caminar alrededor de la casa pisando mi vestido como una reina en miniatura. Veinte años más tarde [...], encuentro a mis padres cuando eran jóvenes y todos nos embarcamos en una excursión en moto alrededor de Buenos Aires.”

En Mi Vida Después, seis actores argentinos reconstruyen la juventud de sus padres a partir de fotos, cartas, ropas usadas y recuerdos oscuros. En este proceso, tratan de entender algo de su futuro.

La autora y directora de la obra, Lola Arias, colabora con artistas de distintas disciplinas, produciendo un trabajo que transita la frontera entre la ficción y lo real.